domingo, 11 de março de 2012

Vermelho em espera

Tenho passado por tempos um pouco conturbados. As coisas estão passando um pouco rápido demais, ou então pode ser eu que esteja fazendo muita coisa e estou me despreocupando em notar os detalhes. Antigamente eu era mais atento, lembro que eu caminhava pelas ruas notando tudo, descrevendo tudo e tentando imaginar a origem de todas as coisas. Mas hoje em dia meus passos são extremamente automáticos, robóticos, e talvez seja por isso que eu tropeço tanto, mesmo andando olhando pra baixo.

Quando eu olho para trás e vejo essa semana que passou, eu só consigo imaginar tudo como um furacão! Se for para eu escrever como foi, seria algo do tipo:

início das aulas  medo franguinolagem   início do estágio   calouros
            preocupações excessivas
pouco sono       show do morrissey chegando
   ansiedade     café café café café café
          pouco tempo para ler
dormir tarde  corrigir/elaborar texto para eliana calmon
                aula magna com eliana calmon       
         show do morrissey chegando!!!!!!
          show do morrissey!
                    choro no show do morrissey
 reuniões  reuniões   reuniões   reuniões   reuniões
       reuniões      reuniões       reuniões  
                  reuniões   boteco sexta?
              portaria 034 vai ter boteco?
                     estágio   juliana cordeiro
                                 boteco! recepção
                                        dos calouros
                                               duelo mc's
                                                      sono
                                                           sono
                                                                  chuva!
                                                                 noite.



Devem ter acontecido muito mais coisas, que no momento me fogem à memória. Enfim, não me importa, todas elas estão no olho do furacão. Tenho a impressão que estou passando mais tempo na faculdade do que na minha própria casa, o que deixa meu pensamento um pouco viciado. Acabo tentando aliviar isso um pouco visitando meus amigos final de semana [o que na verdade tem sido uma das coisas que mais me fazem bem, mesmo eu enchendo o saco o tempo inteiro]

O meu pai ter aparecido aqui do nada para almoçar comigo foi uma surpresa mega agradável. Eu tinha até anotado aqui do lado do pc para ligar para ele hoje, para conversar coisas a toa (do tipo 'o mascote da Copa de 2014 vai ser um tatu bola'). Bom que eu aproveitei para dizer para ele que o filme do Motoqueiro Fantasma 2 é muito ruim. Ele deveria me agradecer, o fiz ganhar 2 horas a mais de ócio no futuro.

Depois escrevo mais aqui, preciso programar coisas da semana que esqueci de escrever na agenda!



                                                           

domingo, 4 de março de 2012

Correntes de Papel

Os sinais, os ferros e as esquinas sussuram aos nossos ouvidos:
-estamos cansados do preto, cinza escuro, preto, cinza escuro...

a poeira cobre, a roda descobre, e o cidadão pobre
continua a dormir infeliz.

[Telas sobrepostas
dizem respostas
que não vamos escutar]



--

Torres se erguem para facilitar a percepção de nossos sentidos:
-palácios blindados de concreto, obscuro, concreto, obscuro...

o tapete nobre, a política encobre, não há nada que sobre
e tudo se contradiz.

[Depois de tanto tempo
ainda não me ensinaram
a jogar para ganhar.]

sábado, 3 de março de 2012

A casa dos fundos

Admito que desde que comecei a escrever os versos noturnos, eu não tive muito interesse de escrever aqui, até porque eu estou conseguindo escrever 40% do que eu sempre quis e não conseguia porque já dormia e esquecia.

A impressão que eu tenho é que estou começando várias coisas novas de uma vez, e há sempre a insegurança do início. na verdade eu sempre fui muito inseguro para tudo, mas acho que agora estou mais. De qualquer jeito, estou vivendo vários momentos bons e engraçados, apesar que sinceramente, de vez em quando rodeado de algumas pessoas que eu não queria por perto. O que me conforta é que são uma minoria, e que eu também devo ser o tipo de pessoa que várias não me querem por perto, então está tudo bem.

Embora esteja pouco tempo de volta a BH, sinto falta da minha família e de todas as outras coisas que com o tempo eu fui deixando para trás. Não amadureci muito, e depois de muito tempo eu estou descobrindo o que é sentir saudade das coisas. Quem sabe seja puro saudosismo, ou o medo de algo novo. Sei lá, de noite os meus posts ficam extremamente idiotas e o que vem na minha cabeça eu escrevo mesmo.

Inclusive quero escrever sobre esse calor de ultimamente. Desse jeito, dermatologistas ficarão milionários, e a sundown vai faturar bilhões.... cadê o frio? nessa época não consigo fazer praticamente nada, não dá nem pra ser feliz direito. O calor é um saco, me deixa nervoso, indisposto, não dá pra eu fazer direito as coisas que eu gosto, só serve pra tomar açaí. Isso sem contar meus vacilos com meu excesso de sinceridade, que fica mais exacerbado nessa época. Ah, vou parar por aqui, escrever no bloco tá mais massa por enquanto.

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Só um adendo aqui : Atividade Paranormal é MUITO RUIM

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ainda somos os mesmos

Sad Song, Sad Song.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fundamento

Hoje me deu uma vontade danada de escrever e eu sinceramente não sei sobre o que escrevo, até porque não fiz nada no carnaval a não ser ler (mangás, livros, resumos, teorias da conspiração) e jogar star wars lego com meu irmão. Bem que eu queria escrever aqui sobre algum filme, jogo, música, livro, mulher, religião, comportamento. Vou tirar na sorte aqui com uns papeizinhos...

ou melhor, vou falar um pouco de cada então:

[Filme]:

Preciso ver A Ameaça Fantasma de novo no cinema. Até porque o Quinn Gon é um dos meus jedis favoritos. Lembro que eu tinha todos os bonecos do filme, inclusive tinha um que era a cara do Didi Mocó (um político lá que não vou lembrar o nome nem a pau). Tenho dó do meu boneco do Darth Vader, que foi queimado porque morreu em uma batalha e teve um 'funeral jedi'.

Ainda não assisti Atividade Paranormal (nenhum). A galera fala que é muito massa e tal. Tenho ele aqui em casa, mas não tem graça se não for para assistir à noite, e quando chega à noite, me dá um certo desânimo de ficar na frente da tv vendo algo. Mas vou ver se até sexta assisto isso (e se dá medo mesmo).

[Jogo:]

Ultimamente passei boa parte do meu tempo jogando Donkey Kong Returns, para Wii, e descobrindo que continuo um lixo nas 'fases do trenzinho'. Acho que é algum trauma por causa do Zoreia Henrique ter sido atropelado por um trem, só pode (saudade dele agora, putz). E sim, passei mais uma férias sem zerar o Zelda. Já estou até desistindo de jogar, desse jeito.

Comprei um tal de Capcom vs Tatsunoko. Obviamente, não conheço ninguém da tatsunoko, mas achei o design dos personagens interessantes. é um bom jogo de luta.

No mais, ajudei o pessoal aqui de casa a zerar Star Wars Lego : Original Trilogy, para ps2. Me deu saudade do meu snes, do meu jogo do Retorno de Jedi. É engraçado ver que a versão lego é mais bem feita que o meu era, heh.

[Música:]

"E não sei maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais

se é sóóóó

questão de sorteeeee"

Achei um dvd antigo aqui no meio das minhas revistas/mangás, que tinha muita coisa que eu não escutava há um bom tempinho, dentre elas o 101, disco ao vivo do Depeche Mode, alguns álbuns do Legião que eu nem lembrava que existiam, a versão de Darklands do Primal Scream, e minhas músicas de anime! Nossa, super nostálgico, de verdade. Quando eu vejo os otakus de hoje eu lembro qeu eu nem era tão lesado assim...

[Livro:]

Tirando os 'livros-chato' de filosofia e direito que eu sempre ando,  estou lendo o Me Leva Brasil, do Maurício Kubrusly. Não só é engraçado como realmente mostra um Brasil que nós desconhecemos, onde os costumes, as leis, a religião, o que seja - possuem uma outra dimensão. Lembro que eu gostava quando passava o quadro no Fantástico, e ao ler o livro eu consigo imaginar direitinho como foi feita a reportagem e as entrevistas. Posso ser chamado de herege, mas Me Leva Brasil parece que está uma camada abaixo do Raízes do Brasil, mostrando na prática o que é o povo brasileiro mesmo.

[adendo rápido: provavelmente, se eu visse esse livro uns anos atrás eu diria com certeza: esse livro é de um programa da globo, e a globo manipula, blablabalbalblablablablablabla -obrigado Senhor, pela superação.]

[Mulher:]


Nem vemBom, lembro que era um seriado legal que a Patrícia Pilar participava.

[Religião:]


Embora eu não seja católico há anos, é de coração que eu fico feliz quando vejo pessoas dizerem que estão indo à missa. acho importante essa vontade de aproximação com Deus, é bom ter a crença em algo superior,  ter fé. Eu queria ter um diálogo maior com Deus, sei lá, já fui uma pessoa tão espiritualizada e hoje eu me vejo um lixo como cristão. Não é muito legal seus irmãozinhos te perguntarem porque você não vai à igreja , atualmente não dá nem para eu mentir com "não vou mas leio a Bíblia"


sobre o fato de não comer carne hoje, prefiro nem delongar. E já adianto que comi um bifão, mesmo. Tem atitude superior á isso que deve satisfazer Deus muito mais. Aliás, para ser bem sincero, se tivesse peixe eu acharia era bom, principalmente esses caprichadões!

[Comportamento:]

COMPORTAMENTO? vou fingir que não escrevi isso e vou deixar passar de liso. Mas aproveitando aqui, acho que um dos meus maiores medos atualmente é que alguém ache o meu bloquinho dos 'versos noturnos'.  É tanta coisa tosca que só em estado de sonolência para escrever essas coisas mesmo. Um exemplo:

"As pessoas que me rodeiam são grandiosas
E me fazem esquecer tudo o que fizeram

As pessoas que me rodeiam são grandiosas

E seus atos jamais serão esquecidos

As pessoas que me rodeiam são grandiosas

Por sofrerem demais e mesmo assim seguirem em frente

As pessoas que me rodeiam são grandiosas

Pois se esquecem de mim para que eu aprenda a viver

As pessoas que me rodeiam são odiosas

E mesmo assim morrerão sem saber

As pessoas que me rodeiam são grandiosas

Queria de verdade não ter caído no sono antes que todas elas chegassem"




[eu entendo o que eu escrevi, agora é óbvio que se alguém pegar isso vai imaginar 1000 coisas menos o que é realmente]


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E pancadas de chuva atingem a cidade das areias brancas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!








sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sinalizações

De vez em quando a juventude nos faz passar por alguns caminhos que realmente não estávamos com vontade de trilhar, e mesmo que tentamos usar algum atalho, no final não vai ter nada te esperando. No fundo, meu maior medo sobre o vazio da juventude é descobrir que eu já estou velho e não consigo mais sentir o que seja isso, e por isso sempre achar que está faltando alguma coisa. Poucas coisas são impressionantes, poucos quadros são bonitos, poucos discos realmente são inesquecíveis, poucas pessoas são apaixonantes e todas as burocracias e atos de ofício são importantes. Me sinto tragado pelo mundo mecânico.

Ainda caminho pelas ruas sozinho, mas não é o mesmo de sempre. Cheguei tarde hoje, divaguei tanto durante o caminho que andei uma distância considerável a pé, esquecendo de chamar um taxi. Não é como antes; já ando depressa com medo de ser assaltado, desconfio de qualquer barulho que eu escuto e peço para as pessoas sorrirem para suprir a minha própria falta de risos.


Do jeito que escrevo, parece que estou muito abalado com qualquer coisa, mas não há nada. Sabe, eu estou começando a me exergar nas coisas. Das pequenas às grandes, o que tem uma digital minha, eu estou conseguindo notar. Parece que estou deixando marcas cada vez mais profundas nos lugares que eu passei. Quem sabe esse seja o verdadeiro sentido de viver muito tempo, e talvez para poucos, da própria imortalidade. Tudo se vai, mas a pessoa está ali, sempre.

É óbvio que só estou escrevendo isso porque é madrugada e estou esperando dar hora para pegar o ônibus, embora eu sinta que no fundo várias coisas escritas sejam verdade. A noite transforma ou revela? Quando não há luz, tudo é diferente, e não são simples fachos de luz que promovem essa mudança. Para muitos, vêm a liberdade, a vontade de sair, de ser o que sempre foi dentro de si mas que a luz do dia pode crucificar.

Tenho vivido alguns momentos bons, de verdade. Durante um bom tempo vou lembrar da "vibe positiva" do Rood Boss + Tim Maia na praça da liberdade. Isso quebra a minha própria teoria de 'a felicidade está no passado'. Eu estava feliz, e sabia disso na hora - adorei ter vencido a mim mesmo, porque assim eu posso acreditar que as pessoas serão felizes, futuramente/brevemente. Enquanto isso, as marchinhas de carnaval se aproximam mais e mais, sussuram em seus ouvidos, imploram a sua participação no bloco. Imprescindível dizer que as máscaras estão esgotadas, e muitos irão para o carnaval com o rosto nu.

Tão modernos

Tão moernos

Tão mornos

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cinza Escuro

A vida de vez em quando dá umas pancadas na gente que se não tiver um colchão por perto, dá para machucar e muito. Ou então nós damos pancadas em nós mesmos, principalmente no meu caso, que pode ser que para outras pessoas isso não faça muita diferença. Mas para mim fez.

Anteontem veio um cara aqui na porta de casa (em formiga) para 'capinar' o mato que estava na porta. Tudo bem, até eu notar que era um cara que estudou comigo na creche, no 2º, 3º. Confesso que fazia muito tempo que eu não ficava tão sem graça, principalmente na hora de responder "sim, eu moro aqui". Não, não estou dizendo que o trabalho dele não é digno nem nada, mas sim que situação é um saco. Ao mesmo tempo que me senti um idiota por todas as vezes que reclamei da minha vida em qualquer aspecto, eu vi o tanto que as pessoas não têm oportunidades na vida, e que o que aconteceu comigo foi um caso único.

Isso me deixou beem baqueado, estou pensando nisso sem parar. Toda a minha ignorância ou ânsia de 'as coisas estão dando errado' foram por água abaixo. Me senti muito mal por pensar tudo isso. Me deu vontade de, por um momento, tirar essa máscara de pessoa-que-superou-tudo-e-hoje-está-aí-numa-boa e chorar um pouco, pela minha imbecilidade, e por todo mundo que não teve sorte na vida como eu.

enfim, não quero falar muito sobre isso. ou quero, e não sei como. this is why events unnerveme, they find it all a different story.

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[Versos noturnos #3]

Alguns livros são mágicos: nos hipnotizam e nos derrubam facilmente
suor ou lágrima, é  tudo muito transparente para mudar qualquer situação de corpo e alma
Mas as crianças ainda não precisam saber disso, do meu resfriado, de nossa canção - agora cantada somente por você.


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[Versos Noturnos #4]


Lhe direi a distância entre você e eu
É toda essa ponte que a mentira construiu
Pisando em cigarros, se empolgando nas curvas, o cheiro de batom...
Meu egoísmo me impede de pensar em quem anseia pelos primeiros raios de Sol.


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[Versos Noturnos #5]


Todas as camadas do sofrimento são dispensáveis, mas algumas insistem em comparecer, sempre. Os rostos tristes, o dia cansado; a noite assim como a Lua é nova e tudo se transforma. Penso em arrependimentos, mas nenhum que me faria uma pessoa melhor agindo diferente. Minha mente é uma prisão onde todos os meus desejos clamam por liberdade.


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[Versos Noturnos #6]


Talvez as minhas cicatrizes sejam um obstáculo para eu falar da dor, e por isso eu prefira esconder. Há vários caminhos e as rochas já impedem a minha passagem, e assumo ter medo de explodi-las e me ferir com os estilhaços. Olho para cima não por esperar que um milagre venha do céu, mas sim por m conforto diante de qualquer frustração.


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[Versos Noturnos #7]


A roupa bonita garante a carona

E sempre soube que o cinto surtiria efeito anos depois. Como explicar?
Mistério, Miss Tédio, entregue em casa
quem sabe um breve aceno segunda.


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[Versos Noturnos #8]


Infelizmente, algumas respostas nem os livros, a internet, a música ou outros lábios poderão me dizer. Mas será que realmente a resposta está dentro de mim? O cotidiano me ajuda a distrair e esquecer todas as falhas que eu insisto procurar, esperançoso por um momento onde tudo possa estar em paz. Perfeito para um sono da tarde, vermelho como o barulho da sirene.



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céus, são piores do que pensei. e porque nem escrevi todos... melhor nem fazer isso! Mas insisto em dizer que escrever sonolento é bom demais.