sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Vermelhô, no curral, lalalalala vermelhô"

Antes: Meu irmão gosta muito de picolé de limão. Bom que é muito fácil deixar ele feliz. Me dá muita dó quando cai aquele pedação no chão, por ele só morder de um lado.

Como projeto do Rotaract, os membros do clube vão doar sangue no Hemominas de Divinópolis. Como não dá para todo mundo ir de uma só vez, hoje só deu para ir eu, o Gabriel (pequeno narigudinho) e o Israel. Beleza, iria ser uma viagem normal, dar o sanguinho lá e voltar. Porém, se eu soubesse que ia ser tão divertido (e se eu pudesse), eu iria todo dia doar sangue, só pra rir o tanto que eu ri hoje. E o pior: rir das bobagens que eu mesmo falava/fazia. Em etapas...

1- Chegamos no hospital. Galera de várias cidades pronta para doar (achei legal estar cheio, que bom que a galera tá gente boa, ou então é pra pagar promessa, sei lá, povo esquisito), e todo mundo com aquela cara típica de hospital. Bom, sobre o humor dos outros eu nem ligo muito, mas eu não queria ficar daquele jeito, então já fui inventando uma historinha pro Gabriel, para ele rir e alimentar minha imaginação. Falei pra ele que na verdade a gente tinha sido alvo de uma grande sacanagem, e que atrás dos balcões e na sala de doação rolava uma grande orgia sexual. Tá. Ótimo. O problema é que o negócio foi virando uma bola de neve tão grande que a gente teve que sair do hospital para rir, principalmente quando entrava alguém, já que depois da minha "explicação", eram todos atores pornôs contratados. Aí, caramba, só de entrar um cara mais ou menos feliz, já era motivo de gargalhada.

2- Me candidatei a doador de medula óssea também (é uai, já que tá lá, vai tudo de uma vez, custa nada mesmo). Na hora de dar o email, falei pra atendente que o meu era gatinho_dengoso@hotmail.com. Consegui evitar que ela escrevesse isso na folha a tempo. O Gabriel, como sempre, ficou lá passando mal de rir.

3- Óóóóbvio, é claaaro, que o hospital estava em clima de carnaval, afinal, estamos no Brasil, hã. O lugar estava todo enfeitado com serpentinas, máscaras e outras tosquices coisinhas. O ápice foi quando chegaram duas funcionárias, e vestidas a caráter, fizeram todo mundo levantar e sambar em ritmo de marchinha de carnaval. Eu só dei aquela olhada pro Israel, que tava passando mal de rir na porta do recinto.

4- Algumas cadeiras ficaram vagas, então sentamos. Tivemos o grande prazer de ficar na frente daqueles carinhas que NÃO TEM FONE DE OUVIDO, OU É PURO RETARDAMENTO MENTAL, e deixam o som do celular alto, para todo mundo ouvir. O nível das músicas estava só abaixando, até que atingiu o ápice: tocou aquela musiquinha tema dos dançarinos de rebolation. Vocês sabem, aquela que é uma mistura de eletrônico com sanfona...bom, aquele tecnobrega disfarçado. Foi difícil segurar o riso.

5- Depois de imensos rituais, entrevistas e mais coisas do estilo, fiquei na porta da sala de doação. Tomei o pré lanche (uma delícia), e fiquei lá, atazanando os próximos da fila. Engraçado como que até hoje o povo acredita naquela história de "semana passada um cara morreu aí, doando sangue..." Epa, minha vez.

6- Aí que eu vi o tanto que eu já estava odiado dentro do hospital. Até um carinha lá que eu nem tinha conversado nem nada [ele era a cara do Will Smith, depois vi que era gente boa] foi lá meter a carona no vidro só para ver eu tomando agulhada na veia. Foi muito massa, e beeem mais tranquilo do que eu imaginava. O único problema é que eu fiquei muito descontraído, e devo ter dobrado o braço sem ver, porque ficou um caroço de sangue na região de onde foi a agulhada. Mas isso eu resolvi com gelo. Quando o Gabriel entrou na sala, brincamos com as enfermeiras que o restinho do sangue elas usavam para fazer molho pardo e chouriço. Acho que elas não gostaram taanto da brincadeira, mas uma deu trela.

7- O lanche é muito turbo. Serviram suco, sanduíche, paçoquinha, iogurte, e duas bananas! Uhul \O/ Alimentado, era hora de esperar os outros que ainda estavam passando mal, ou doando. No desespero para fazer algo, nós três pegamos os ímãs de geladeira que ganhamos da hemominas e começamos a jogar em um negócio de ferro que tinha lá perto do refeitório, em uma espécie de tiro-ao-alvo de pobre. Tudo bem, até mudarmos o alvo. Na primeira tentativa do alvo novo, o anta do Gabriel já acertou uma mulher. Fim da brincadeira. Fomos embora, e apaguei na volta. Nem despedi direito da moça que organizou a van, que era super gente boa [a moça, não a van!]


Enfim, deve ter acontecido outras várias coisas, que devido a minha leseira momentânea, não consigo lembrar. Doar sangue é muito legal, irei sempre que possível. Ainda não entendo porque não pude doar sangue lá no hospital do exército, mas...
500ml é muita coisa, dá pra te deixar bambinho. O Filho do meu Deus topou dar o sangue inteirinho, mais o corpo ainda. Realmente, teve muito as manhas, sem zueira.

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Ando altamente disperso, e estou até chateado comigo mesmo, por não estar tão empolgado com o início das aulas na faculdade. É estranho, porque eu sonhava com isso desde novo, era pra eu estar gritando que nem o Homem-Macaco que não tem alma, e nem coração . Espero que eu obtenha o espírito rapidinho, assim como ânimo para estudar.

Não estou com muitas motivações para nada ultimamente, e somente o Cave Story tira o meu tédio. Entretanto, ele começou a me passar muita raiva, uma vez que eu não consigo zerar ele no final secreto (é MUITO difícil, semi-insano). Desacreditei [mais ainda] em várias coisas e tenho muito sono. Mas não consigo dormir devido ao calorão, especialmente de tarde. Bom, queria muito receber visitas. Nem que seja para assistir filmes toscos.

Esse blog está muito ruim depois que a Nena foi embora, eu sei. Mas não estou nem aí, no fundo torço para que várias [certas] pessoas parem de lê-lo, e desejo isso de verdade. Também, nas férias não há muito para contar, se lembrarmos que os acontecimentos massa citados aqui em sua maioria são fatos ligados à vida urbana e a minha caipiragem em relação a estes.

*Incógnita fez um msn. Vou adorar conversar com ela novamente, e ter alguém para rir dos meus desenhos toscos do msn.
*Gisney, meu filho, não vá beber nesse carnaval!!! Deus o abençõe.
*Senhor, abençoai aquela minha coleguinha, blablablablablabla.



Caramba, fiz esse post escutando o disco 2 do Faith (Deluxe Edition) do Cure... há muito tempo não ouvia...ainda é tão legal ouvir aquele grito de desespero das versões ao vivo de Other Voices...ou aquela melodia amedrontadora de All Cats Are Grey, ou...

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Bricolagem Musical:


all the faces, all the voices blur,change to one face,change to one voice, all the girls, all cats are grey, car keys, thunderstruck, los angeles, 99 red ballons, other 99, all day all Eins zwei drei vier fünf sechs sieben acht/One Two,23423423412472093471234908713491823748923479038748010100010010COMPUTERWORLD


no fear, no shy, no avohai.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Post psíquico sobre coisas nem um pouco psíquicas

Antes de tudo: eu quero muito um hovercraft! É muito massa, e dá pra fazer drifts maneiros, pelo visto. Sem contar que beira o trashismo.



Clima de mudança. É, mudança no sentido de sair de um lugar para outro. Levar móveis, comprar coisinhas, conviver com outras pessoas. Uhul. Tá. Não tô afim de falar sobre isso.

Olhando aqui ao redor do meu quarto, alguns objetos me chamaram a atenção. Não que sejam amuletos, ou qualquer retardamento mental coisa parecida, mas alguns possuem histórias bacanas. Escolhi 3 para citar um breve resumo deles:


1- [O que restou dos] Meus lápis de cor: De uma marca extremamente vagabunda, foram comprados para colorir um pôster de uma tabela periódica - trabalho de química que fiz no primeiro ano.Atualmente, o que sobrou deles é usado pelo meu irmão para rabiscar e desenhar (eles são muito ruins, são todos quebrados por dentro). Pelo menos o marrom está durando, é com ele que eu desenho todo santo dia um trem-de-ferro pra ele.

2- Bichos esclerosados em forma de sapo em cima de uma concha: Presente da Sâmela, quando ela foi em Guarapari (ou Marataízes, ou algo do tipo) e trouxe pra mim, de tanto que implorei um presente. Já caiu umas 800 vezes, mas fica ali no canto, tadinho, mais ou menos inteiro. Apesar que a Sâmela é muito mala (Ei Sâmela, você é mala viu véi, [insira uma caveira desenhada aqui], eu guardo de recordação para lembrar o quanto eu te odeio.

3- Flauta Doce - Núúúú, essa é lendária. Embora eu não toque mais (só às vezes para tirar algumas musiquinhas do Kraftwerk), é o orgulho da minha mãe, que todo dia que a vê fala: "Thalloca, lembra daquele dia que você tocou na despedida do Dr. Márcio, foi tããão bonitinho, que beleza, que orgulho e blábláblá....[elogios e recordações se expandem durante horas]. Quando eu olho pra flauta, eu lembro mesmo é da escola de música, e daquele maravilhoso coquetel de abacate que serviam após apresentações. Como era gostoso!


 É, vou estudar um pouco de Português aqui, bom que já entro no ritmo de estudo que eu devo regressar daqui a menos de um mês =)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Adendos rapidinhos

*Vi 500 Dias Com Ela hoje. Cara, a atriz que faz a Summer REALMENTE é maravilhosa. Mas a personagem do filme precisa nascer mais umas 18,09 vezes para superar Nena.

*Ainda bem que eu não vou em muitas festas com o Teia. Eu morreria rapidinho de tanto rir.

*Sensação que eu vou morrer, hã.

*Ando escutando bastante Pixies e Frank Black. Mas por incrível que pareça, ainda não desviciei daquela música do J.Mascis and The Fog, - All The Girls.

*Avohai.

*Summer é linda, mas ela é muito paia com o protagonista. Aí, é por isso que eu odeio filmes. Mas gostei das camisas do Joy Division que o cara usa.

*A Pizza do Rotaract estava muito boa, principalmente no final do evento, que eu fui pra cozinhar comer direto e ainda ficar cantando músicas dos '90. Estou mega-rouco.

*Passei na faculdade que eu tanto queria. Era pra eu poder berrar "I'm not afraid anymore", mas...

*Fiquei muito feliz esses dias, quando o meu irmão finalmente enjoou da Xuxa e pediu para eu colocar o dvd do batman. Ele vai ser massa, certeza.

*Mas ele tá ficando pesado, e dá até desânimo quando ele chega e fala: "colinho, thallesh"

*O sono está thunder me consumindo por dentro, acho que vou dar uma dormidinha ali, afinal, são 2 da matina.

*Esse blog já tem um número considerável de leitores. Aceito sugestões para melhoras. Se nenhuma aparecer, é porque ele tá massa, e irá continuar assim, ok?

*Já não sou tão bom no Tetris, e muito menos no King Of Fighters.

*Marina disse que eu sou doido. Já ouvi coisas piores.

"modern deal, modern style, modern desire; modern choices, modern order, modern
sensations, modern sounds; modern power, modern people, modern fears, modern empire,
modern comply, modern dances, brand modern dances, modern dancers; modern avohai."


(piada interna.)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

The Primary Colours

 [UFA! consegui tempo para postar!]


Durante essa última semana, devo ter sonhado todo santo dia com o resultado do vestibular. Sonhava que estava prestes a fazer as provas novamente, ou que eu entrava no site e não encontrava o resultado dos aprovados; dentre outras coisas. E nunca sonhava que eu passava. Afinal, era muito difícil sonhar com uma sensação que eu desconhecia.

O pior nem é isso...é as pessoas chegarem perto de você dizendo que você deve deixar de ser afobado, que vai dar tudo certo e etc...não é tão fácil assim. Se eu conseguisse, nem ligaria pra isso! Mas até o resultado final sair, eu estaria sob estado de extrema tensão.

Por isso que eu resolvi ir pra roça com o Zé (que estava hospedado aqui em casa nos últimos dias), pra eu dar uma relaxada e esse resultado sair sem me matar do coração. Até que a gente encontra com o Matheus, e resolvemos ir pra roça desse antes de ir pro nosso destino original. Ah, qualquer coisa tava valendo, só pra passar a ansiedade. Mas ao chegar na casa do matheus, e finalmente seguir a estrada, eu não aguentei, e tive que olhar no pc se o resultado já tinha saído. Quando eu vi que sim, até gelei. E o maldito site da Copeve não abria. Quando eu consegui ver, devo ter dado uns três urros de felicidade. Foi super mocorongo.

Desisti de ir pra roça e fui correndo no jornal avisar o Tchô, que se quisessem me dar trote, era pra irem na praça 7 horas da noite, e pra ele chamar a galera. Sobre o que fizeram comigo, não consigo nem descrever, até porque eu não lembro ao todo. Sei que me jogaram até cocô de tartaruga. Quem quiser ver as atrocidades é só entrar no meu orkut que as fotos estão lá. [Se não conseguir me achar, me peça depois o perfil]

 Rolou até um churrasco maneiraço [que foi surpresa, caramba, por isso que eu não chamei ninguém, e não chamei ninguém meeesmo, só foi quem estava perto na hora do trote e quem o povo ligou lá depois - mas eu mesmo não chamei ninguém] qual eu fiquei lá que nem um morto vivo.

Mas tudo valeu a pena.

Agradecimentos:

Claro, não consegui sozinho, então preciso agradecer um tufo de gente:

*Deus: nú, foi o mais massa de todos. Até porque eu sei que não mereço tudo o que eu tenho ganhado e conseguido nos últimos tempos. Obrigado \O/ - não consigo expressar quanto a isso. E enfim, a todos os agradecimentos que virão a seguir serão interligados a Ele.

*Vanessinha: Eita, essa me ajudou demais. Era uma das poucas pessoas que tiveram paciência comigo o ano inteiro para ouvir minhas reclamações e dúvidas sobre exercícios [Iago me aguentou muito, também].  Torço muito por ela, e tenho certeza que ela vai passar esse ano também.

*[Tia] Marta: Me aguentou o ano inteiro lá na casa dela, tadinha. E ainda sempre deixava uma marmitinha cheia de coisa gostosa pra eu levar pra casa na hora de ir embora.

*Pai/Mãe: Ah, dispenso comentários sobre eles. Até atrapalhando me ajudam.

*Amigos em geral: Foi legal, acho que todos acreditaram realmente que eu passaria. Mais do que eu mesmo acreditei. [Valeu, galera!]

*Raquel: Não que ela fez algo para me ajudar, pelo contrário só me fez de palhaço mas graças à ela ocorreram coisas maneiras, do tipo: eu conheci o Yuri, que através dele eu conheci o resto de meus atuais amigos em bh [extra-cursinho], e não nego que houve uma certa motivação para estudar surgida do pensamento idiota de "se eu passar, posso ficar perto dela". Bom, de qualquer forma, foi um impulso legal para eu estudar durante a primeira etapa, em uma época [setembro/outubro] que todo mundo está querendo desistir de estudar.

*Nena: Personagem fictício criado por mim mesmo, foi uma válvula de escape bem legal. Aprendi muito com ela, de uma forma ou outra. Queria realmente conhecer alguém do estilo da Nena, para ...sei lá, comer ovos de codorna juntos.


Enfim, cortei meu moicano, raspei tudo, e agora estou que nem o Billy Corgan. Estou até ouvindo mais Smashing Pumpkins!

Falando nisso, alguém quer me dar de presente o Mellon Collie And The Infinite Sadness?


E sim, comecei a trilhar o caminho das pedras. Acabei de passar pela primeira brita. Haja Tênis!!!!
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Impressão danada de que estou esquecendo de postar algo aqui, mas....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Monocromo nos anos 90

" Afinal, não sei nem o que estava fazendo no lugar, com uma camisa do Joy Division, no meio de um bando de amantes do funk."


E o resultado não sai, muita maldade hã.
Enquanto isso, recordar acontecimentos recentes.

Esse último final de semana eu poderia ter ficado aqui em casa a toa, ou jogar bete na praça [evento relâmpago], mas minha vó ligou aqui em casa me chamando pra ir em uma festa de 15 anos lá na roça de não sei quem, em uma cidade próxima. Nem pensei direito e recusei.

Aí eu pensei bem aqui em casa e liguei de volta pra minha vó, arrependido, pedindo pra ir. Ainda bem que fui, estava muito massa. E claro, me explicaram tudo errado, não era bem uma festa, era só uma galera que foi pra um sítio comemorar o aniversário de uns irmãos gêmeos. Melhor ainda, não tenho saco para cerimônias festivas.


Tá, beleza. Até aí, poderia ser qualquer coisa, com a diferença de uma coisinha: o que era a fazenda. Acho que durante toda a minha vida de caipira eu nunca tinha visto algo tão power. O lugar era tipo...imenso. Coisa de gente mega-rica, que vai na fazenda 2 vezes no ano, e tem filhos estudando no exterior. Mas o que me maravilhou na casa nem foi a quantidade de motos, minibugues, ou outras coisas modernosas, e sim o número de artefatos artísticos que lá continha.


Em uma sala com lareira, havia vários livros sobre arte, Tarsila do Amaral, Debret (inclusive o viagem pitoresca ao Brasil), anjos barrocos. Na casa, vários móveis antigos e quadros maravilhosos, onde até a moldura era bonita. Fiquei imaginando; a dona da casa deve ter comprado tudo em leilão, ou realmente é uma mega apreciadora da arte, que foi acumulando as raridades ao decorrer dos anos. Prometi a mim mesmo voltar lá e tirar foto de tudo, só não sei quando.


Como sou MUITO fução, não resisti durante alguns momentos, e tive que abrir algumas gavetas e uns armários pra ver o que eu achava. Acabei achando um livro de recordações, de 1954. Haviam vários poemas, alguns pareciam ser dedicados, outros apenas divagações. Haviam várias letras diferentes, o que indica que era passado entre um círculo de amigos, ou entre a família mesmo. Sei que alguns diziam sobre 'amor verdadeiro', e experiências amorosas, na maioria das vezes. Resisti à tentação de não pegar nada pra mim [não que eu faça isso, mas era como se eu estivesse dentro de uma câmara de tesouros] e fui embora.

Não dormi na fazenda, mas fui pra cidade próxima, dormir na casa dos aniversariantes, junto com o meu tio. E o parceiro lá teve a brilhante ideia dar uma volta comigo de noite pra eu conhecer a cidade. Huhuhuhu, tava rolando uma espécie de baile funk. Obviamente, eu não poderia perder né. Entramos no negócio. Foi....naaah. Nunca vi tanto homem na minha vida. Será que Iguatama não tem mulher? Às vezes apareciam umas aberrações mulheres não muito bonitas, e os caras falando: "olha lá, só top de linha!" Coitados, precisam vir em Formiga um dia. Tudo bem que as mulheres da minha querida cidade não prestam, mas pelo menos são bonitas.


E o pancadão moendo! Eu, estático, é claro. Afinal, não sei nem o que estava fazendo no lugar, com uma camisa do Joy Division, no meio de um bando de amantes do funk. De vez em quando, uma turminha de uns 6 homens começavam o bendito 'rebolation', tomando espaço de quase tudo com essa dança que mais se parece uma catira. Ultrapasse isso logo, tecktonik....


No ápice do 'baile' (que tocava forró também, e uma ou outra eletrônica) , o DJ manda chamar duas 'glamourosas' para subirem no palco, junto à seus dois parceiros prostitutos, para que elas pudessem 'esculachá-los' em cima do palco. Taí. Abriram o circo dos horrores. Eu só ria, de longe, vendo aquela galera entortando o pescoço pra ver a calcinha das minas em cima do palco. Isso é que é carência.


Não aguentei ficar muito lá, pedi pra ir embora, até porque nem o povo que estava lá aguentava mais. Enfim, eu agora posso dizer com toda a convicção: VI DE PERTO; O NEGÓCIO É RUIM MESMO. Voltei pra casa da minha anfitriã. Acho que até agora estou sem graça, fui tratado que nem um príncipe lá na casa. Se eu passasse mais um dia lá, engordaria uns 3 quilos, de tanta comida que me ofereciam - e tudo do melhor! Tenho até medo de um dia o povo de lá vier me visitar e não receber metade do tratamento vip que eu tive, uai.


Até esse final de semana, pensei que o povo de Formiga era muito bestão, cheio das bobagens; mas vi que tem gente pior. No domingo, fomos para o "sei lá o quê dos carros de som". Cara. Que pecado. Nunca vi tanto desperdício de dinheiro na minha vida. O evento é o seguinte: os pseudoplayboys turbinam o som de seus carros (inclusive os que tem carros do estilo Saveiro, que usam a parte traseira inteira pra colocar caixas de som), fazem uma roda, ficam um em frente do outro, e ligam seus sons na capacidade máxima, pra ver quem tem o som mais potente, e etc. Que lixo! Não dá pra ouvir nada, fica uma barulheira só, aquela poluição sonora do caramba (tá, eu sei que o Shoegazing também é bem barulhento, mas aquilo é arte, beleza?) , e fica toda a galera lá em volta, olhando um pro outro, tudo surdo. Que tristeza, meu Deus.


Enfim, voltei pra minha cidade e aguardo resultados de meus vestibulares.




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Cartas para:


Incógnita,


oi, tudo bem? queria muito que você desse notícia, nem que seja "estou viva, essas coisas"

se é que você ainda lembra de mim, ou que eu tinha um blog ~~


até!
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sábado, 16 de janeiro de 2010

About Nena

Antes, citar os acontecimentos de ontem, copiados inteiramente do Blog do Lalinho :

Ta certo que a nossa turma já tem um Curriculum Merdae muito extenso, mas é sempre bom quebrar limites e ter uma história a mais pra contar pros nossos netos. Hoje resolvemos fazer um evento Rotario para receber o presidente do Interact Clube de Boa Esperança. Seria tudo mais simples se mantivessemos o paradigma e continuassemos na Praça como sempre. Entretanto foi preciso uma receita para chegar à merda da noite:
- A ideia das meninas de comer pizza
- A ideia do New de comer em um lugar que tivesse chedar nas bordas
Juntando esses dois fatores fomos parar no restaurante De Lourdes (nome fictício). Só pra constar a magnitude da turma, estavamos em 25 a 30. O lugar estava lotado da massa high society de Formiga. Casais degustavam seus vinhos caros, outros pediam a parceira (o) em casamento, etc. Pra começar o Zózimo já estava com vergonha de entrar no estabelecimento por estar de chinelo havaiana. Mesmo assim arriscados e fomos conduzidos pelas meninas que deram manota de fingir conhecer o local e quando vimos já estavamos no segundo andar dando mais manota. Os garços foram gentis e custaram arrumar um cantinho pra gente sentar. As mesas circulares impediam as formações tétricas e o lugar ficou ultra desconfortável. Como pobre não pode ver água gelada de graça, a turma estava quase se matando pra beber H2O no recinto. Ao analisar o ambiente e os olhares constrangidos dos outros frequentadores resolvi seguir o conselho do Thalles de "Isso aqui não é lugar pra gente" e ir embora junto com ele e com o Marcelo (já que não iriamos comer pizza mesmo, apenas iriamos tomar um sprit). Mas antes da nossa tríade ir embora, o Zózimo usou a desculpa "vou ali no carro buscar minha blusa" e vazou.
Eu fugi com a desculpa de que o Filho da Vera estava tentando achar o lugar e saímos quando nos deparamos com mais uma renca de gente entrando. Logo barramos-os e os avisamos que o lugar não nos comportava e que era absurdamente caro. Fomos embora na boa, quando olhamos pra trás TODOS haviam fugido do estabelecimento. Fiquei morrendo de vergonha. Mas fazer o que, quem mandou a gente ser ralé e ter uma turma grande?
Partimos pro Magnólia (nome fictício) onde fomos muito bem recebidos. A televisão passava um programa lá com umas mulheres de peito pra fora rebolando sensualmente. Tinhamos mesa para todos e havia guardanapos pra tacar nos outros em abundância.
No final eu e o Zózimo fomos contemplados com um X-lavagem com os restos de sanduiche e panqueca dos nossos amigos, foi ultra Hype.
Por fim, fomos pra Praça falar sobre as amarguras da vida.
Foi uma noite divertida.


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Prontinho, agora sobre a Nena.

Eu poderia escrever tudo bonitinho aqui, mas é chatão. Então vai em tópicos mesmo que é muito mais tranquilo. E (quase) tudo o que eu escrever aqui foi pensado enquanto eu escrevia as historinhas, então não pense que eu inventei agora para fazer sentido. Aliás, isso vai explicar super a falta de sentido da história.


* A Nena não é o meu reflexo nem meu oposto, nem foi inspirada em ninguém, com exceção do nome. Eu queria algo fácil, e que desse pra repetir várias vezes sem dar canseira. Curiosamente, eu estava matando a saudade dos trashes dos anos 80' quando lembrei da mulher que cantava a música 99 Red Balloons, conhecida como Nena. Pronto, daí saiu o nome. Nem sei se citei isso no blog, mas mesmo assim eu dei uma dica hyper no primeiro post dela, ao dizer que ela procurava uma camisa do Baader Meinhof (a cantora Nena é alemã, assim como o grupo b.m.). Claro, esse seria apenas um apelido. Pensei em algum capítulo chamá-la de Madalena, qual seria seu nome verdadeiro, mas faltou oportunidade.

* A maioria dos capítulos possuem um tipo de sonoridade ou brincadeira com as palavras. Tipo, várias palavras com som de z, s ou coisa do tipo. Ou como no último capítulo, que todas as palavras do primeiro parágrafo que iniciam a frase começam com  N e no segundo parágrafo, E.


*Porque Nena usa calça de ginástica? Pra mostrar que uma mulher não precisa se enfeitar demais pra ficar bonita [pelo menos eu acho]  =) . Enquanto 86,29% das garotas escondem seus rostos com blush, mais 1 milhão de acessórios para ficarem atraente, existem aquelas que chamam mais a atenção até sem querer. Ou querendo. E porque ela fala sussurando? Homenagem a Bilinda Butcher (My Bloody Valentine)


*As maritacas de Nena não tinham as asas cortadas, e moravam com ela porque realmente gostavam.


*Embora fosse mais quieta, Nena tinha hyper senso de humor, a ponto de dançar na frente do espelho pra satirizar o pagodão do vizinho.


*Nããão, não copiei nada ou li nada parecido; Nena foi uma ideia original mesmo. Se parecer com qualquer outra coisa é coincidência.


*A ausência de pai e mãe aumentava a solidão da personagem, e isso aconteceu para que ela fosse mais forte, muuuito mais forte. E por isso Nena nem vivia em cidade grande - no meio da multidão, na correria e tal, qualquer diferença com o próximo praticamente se anulava. Ela nem tinha tempo pra pensar nisso!


*O fato de Nena perder seus óculos de sol, e não ter outro, indica que qualquer um saberia aonde ela está olhando. Isso indica a cristalinidade da personagem. Comer chocolates no meio da chuva, obviamente, é a necessidade de se divertir no meio de uma desgraça. Usei a chuva porque eu acostumei com esse fenômeno e aprendi a chegar em casa de bom humor, mesmo ensopado. Mas claaaro, nem sempre dá pra brincar em meio a desgraças. Nena gripou fazendo isso.



*Nena ser vista com maus olhos no trabalho: obviamente, porque ela era massa. Mas fugia do padrão. Ainda mais porque era bonita e não dava bola para os homens do serviço. E causava inveja nas biscates colegas de trabalho. Afinal, porque para a maioria das pessoas de um determinado espaço social, é semi-impossível alguém nas condições de Nena ser alguém feliz.


*Gisney: o nome é só alusão ao original mesmo, só isso. Ele tinha um olho verde e o outro azul, mas isso não significa nada não. Só porque eu achei massa colocar isso. E porque Nena adorava essas coisas. E mesmo sendo citado como alguém educado, gentil, blablablablabla, Gisney não conseguia entrar no universo 'nenínico', obtendo apenas admiração pela protagonista. Talvez um dia ele consiga entendê-la, coitado.

*O fato de Nena querer dizer sobre o que vinha em sua cabeça antes de dormir é um desejo meu de entender o que passar na minha cabeça antes de dormir. Eu costumo ver palavras e ouvir sons, na maioria das vezes eles vêm de trás pra frente, antes de ouvir um chiado e dormir =P


* Nena presenciou um acidente, como todo mundo uma vez na vida já deve ter. Mas ela realmente preocupou com a pessoa que se acidentou, e nem pode ajudar. E bancou a mauzona, chorando sozinha, afinal, no mundo atual, você chorar por alguém que não conhece é quase loucura, ou 'motivo de zuação constante na sua vida'


* Nos últimos capítulos, ela recebeu a visita de seu ex-namorado. Dá para inferir que ela terminou porque o cara não evoluía na vida. Mas Fernando (não há razão nenhuma para esse nome), voltou, mostrando que havia melhorado e etc. Talvez quem leu pode ter pensado que Nena o recusou porque tinha medo de ser feliz. Pelo contrário, ela não tinha medo. E isso pode ser comprovado ao dispensá-lo. Ela realmente acredita que pode achar alguém mais legal, ser feliz sem ele, ele ser feliz sem ela, ou ele mesmo voltar hyper turbo power ssj3 mystic bankai, e ela estiver na mesma situação, para que realmente possam viver um relacionamento igualitário. Hierarquias nunca funcionam, não é mesmo? Mas como ele se foi pra sempre, é porque acabou algo que não deveria ao menos ter começado. Ambos perceberam isso.


* Algo interessantíssimo é como o jeito que as pessoas viam Nena quando anoitecia. De dia, ela não chamava a atenção, como narrado nos primeiros capítulos. Ao anoitecer, a mesma pessoa se tornava uma nova mulher. Escrevi isso só para expressar como a mulher é um ser metamorfo, sem ao menos perceber.


* No último capítulo, Nena para um momento para refletir sobre sua vida, sobre o que fazia e etc. Qualquer um já fez uma reflexão dessa um dia, sem dúvida. Sem obter respostas, ela concorda com o refrão de Killing Moon, que põe o destino como algo inevitável. Eu discordo um pouco disso, mas, é a opinião de Nena.....




Enfim, é mais ou menos isso. Eu tava entediado e inventei isso praticamente a toa, só pra limpar um pouco a minha mente, que estava vazando ideias na época. Eu não acho que Nena é a mulher perfeita, ideal, essas coisas (até porque não existe isso), mas...ela é beeem bacana, hã. Talvez um dia eu continue as historinhas, ou, sei lá, escreva algo decente. O importante é que eu acabei aprendendo um tanto de coisa com Nena, e tomara que alguém tenha aprendido também.


Tomara que o Gisney tenha largado o vício do álcool também
nóóó, tô esquecendo de orar para aquela moça arranjar um cara massa também.








Ando esquecendo de orar pra mim mesmo ~~ Espero que Deus me perdoe por estar tão ausente...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Leão Branco, novas árvores

Calor insuportável. E o pior, em Formiga não chove. Dá vontade de passar o dia inteiro debaixo de uma megaducha, se pudesse. As férias estão sendo legais, embora eu ande meio tenso esperando o resultado do vestibular. Enquanto isso, aproveito pra visitar a clássica pracinha da matriz aonde diversas anomalias ocorrem. De certa forma, é realmente fantástico como duram tanto os assuntos, já que todo mundo se encontra diariamente.

Poderia citar os assuntos aqui, mas são do tipos que precisam ser relembrados mais tardes, para ter o ar de nostalgia. Com exceção do churrasquinho do Maycon/Black. Foi até engraçado, ver a galera se concentrar lá na Chapada, algo quase inédito. Bom pro Lalinho que mora lá perto, deve ter ficado feliz só porque não precisou andar muito pra chegar no local.
É, boa sorte aos dois nesse novo empreendimento radical.

Ando muito insatisfeito comigo mesmo em relação à atitudes que ando tomando. Tudo bem que eu sempre gostei de divertir, fazer piadinhas com os outros e tal, mas ontem eu fiquei muito tempo falando mal de uma garota (que pelo que eu sei, nunca fez nada pra mim, tadinha). Voltei pra casa com a consciência hyper pesada, até porque eu sempre fico falando que não se deve falar mal dos outros e sim enxergar o lado bom delas. Preciso corrigir isso rápido antes que vire um costume; não gostaria que o parecido acontecesse comigo [independente do que essa pessoa faz da vida]. Preciso voltar a ler as Escrituras!!!

Claaaro; há exceções.


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Momento Nostalgia

This is...Glory of Death! Acho que só quem vivenciou o negócio no dia pra saber o tanto que a ideia foi genial. Afinal, foram 4 músicas criadas em 50 minutos, com letras escritas na hora, com uma sincronia super nada a ver, além do grande bônus - Iron Man Shoegazer Version - tudo para manter a lenda de que a banda realmente existia. E hoje ela realmente existe, é lógico. Eu, Teia, Zé falamos dos membros fictícios como se eles fossem reais. Pensamos em compor mais, mas seria melhor ficar só o original mesmo. Vou rir muito ao contar para os meus filhos que um dia eu inventei uma banda de metal que virou uma semi-lenda entre o MK Vera e associados.
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Nena balançava os cabelos, e sorria. Não havia motivo para a sua felicidade repentina. Não era por fernando, pelo emprego, por nada. Nunca havia se sentido assim, como estava. Na janela, poderia enxergar o mundo inteiro, e jamais ser vista. Novas ideias apareciam em sua mente, e Nena por um momento entendeu tudo. Nevava dentro de seu eu. Nuvens apareciam sobre o céu; quem sabe poderia até chover.

Escolhia um disco para escutar. Entretanto, estava enjoada de todos. Entre os que haviam na estante, lembrou de um qual não ouvia há tempos. Esse mesmo. Echo and The Bunnymen - Ocean Rain. Era ele que continha uma de suas músicas favoritas. E Nena nem esperou chegar até a música, colocou direto na que queria escutar. E cantava o refrão como se colocasse pra fora toda a sua aura; todo o seu nenismo....


"Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him"


 [Destino, contra a sua vontade, através do fino e do grosso (??? isso deve ter algum sentido na inglaterra), ele esperará até que você se entregue a ele]


Fim.